Violência contra travestis: cinco mortes foram registradas no Ceará durante os seis primeiros meses do ano

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Foto: O POVO

No dia 14 abril, no município de Barreira, no Ceará, a travesti Fernandinha foi decapitada e teve a cabeça deixada no galho de uma árvore. A vítima tinha 28 anos, e o caso era investigado pela delegacia da cidade.
No dia 9 de abril, no Centro de Fortaleza, uma travesti, de nome não informado, foi encontrada morta com sinais de estrangulamento.

No dia 30 de março, uma mulher trans foi morta a tiros na Pacatuba. Ela tinha 31 anos e foi assassinada em via pública. O caso era investigado pela Delegacia da Pacatuba.

No dia 11 de fevereiro, a travesti Sofia Gisely, de 22 anos, foi morta a pedradas na avenida Osório de Paiva, no Grande Bom Jardim. O caso era investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Em abril, O POVO solicitou à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informações sobre elucidações e prisões dos respectivos casos, mas não havia registro de prisões relacionadas aos crimes. Novamente, desta vez em junho, a reportagem pediu, por e-mail, os dados atualizados. 

Em nota atualizada divulgada nesta terça-feira, 28, sobre o caso de Barreira, a Polícia Civil informou que realiza diligências para obter provas técnicas. No caso do Centro de Fortaleza, as investigações seguem a cargo do Departamento de Homicídios, na Pacatuba, a nota informa que diligências e oitivas estão em andamento, mas que não é possível passar mais informações para que não seja comprometido o trabalho policial. No caso do Bom Jardim, em Fortaleza, a Polícia Civil informou que o inquérito foi finalizado pelo DHPP e remetido ao poder judiciário. Não há prisões. 

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